tanto sono perdido, denuncia o bocejo quase cinco da tarde. copos americanos transbordando o pior café brasileiro. mesmo assim manda outro gole antes do job. dez ou quinze cigarros, agora era fumante de verdade. levanta e senta. se encolhe na cadeira pra não cair. os olhos ardem. a mente ecoa: pense menos, sinta mais. a tela pisca. desconcentra o desconcentramento. outro recado não lido, excluído. parece praga - não rezo mais, mamãe, obrigada! dá uma desculpa pra felicidade, lembra dele um pouco: - ah! aquele louco. se acha tão perdida na pauta. tá tudo confuso e as palavras tão distantes do sentido. salva o rascunho e sai.

3 comentários:

Tiago F. Moralles disse...

Para mim,
paradoxos.
Para ti,
paradigmas.

Felipe A. Carriço disse...

A vida de assalariado é um monstro que nos engole aos pedaços.

Marcelo Novaes disse...

Vida em ritmo de e-mails.




Beijos,





Marcelo.