Resposta a um amigo



Querido, a morte é "a única certeza de quem vive" (bem cliché, né?). (agora é sério) Seu véu negro sopra uma brisa que traz alívio aos que sofrem. Ela nos acompanha todo o sempre, nos sinalizando sua existência da mesma forma que sabemos da nossa. Não devemos temê-la, somos mais dela que da vida.

O viver é nosso companheiro temporário, ele tanto nos lapida as células quanto as consome.


E logo nos abandona.

4 comentários:

Falar disse...

Não evitar, nem se conformar e muito menos dissimular, mas afirmar o necessário, amar o que não pode ser mudado...

Se pudesse dar lhe uma idéia de meu sentimento de solidão!

Nem entre os vivos nem entre os mortos, não tenho alguém que me sinta próximo...

Necessito mãos que se estendam pra mim.

Friedrich Nietzsche

LB disse...

Há clichés que são tudo menos... clichés.

Beijinho

Fabio disse...

Nara, nunca pensei que meu perfil pudesse ilustrar temas tão profundos como a morte. Adorei a "homenagem", ainda mais pelo fato dela não ser póstuma. Lembro aqui Marina Colassanti:" se depois de morta, fizerem-me busto, volto pomba gentil e cago nele." Suas palavras para mim é dever de casa, verdadeira lição. Penso, reflito e concluo sem nenhum medo:estou aprendendo com você.Obrigado por estar "se-dividindo" comigo!
Fábio

Sentir disse...

LB,
Ôooo se há!
E deste, ninguém escapa. :D




Fabéculo,
Meu muso. Presente japonês. :D
Achei que nunca aparecerias por aqui.
Amigo de letras e imagens, serias tú uma pomba acanhada ou gira? Se a cagada saísse a ti... lol lol
Não volte assim, por favor!

p.s.: sou bem grande, me reparto direitinho entre os queridos com tu.