Não conseguia assumir que ele transformara a vida dela. Ou que pelo menos, por ele, ela perdeu aquela vontade de morrer por se sentir inútil. Isso lhe era muito difícil de aceitar publicamente (transfigurava uma dependência paternalista - que ela detestava e dava a relação aquele ar de final feliz de filme norte americano que não pegava bem para vida que ela queria ter). Ele a provocava todo tempo. Divertia-se com as “ratiadas” pseudo-intelectuais dela. Era um prazer necessário dele - algum conflito para fazer a história andar pra frente. Felicidade pra ela era acordar antes, olhá-lo sem óculos como a boca semi-aberta e sorrir pro pé grego dele.

2 comentários:

Klatuu o embuçado disse...

Acho que as mulheres dão demasiada importância aos homens! :)

Dark kiss.

Sentir disse...

Klatuu; nem todas dão. ;)

p.s.: me pensei fora da tua lista negra.

kiss.